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De onde vêm os números

Os valores do painel foram calculados a partir de microdados públicos e conferido contra os indicadores oficiais publicados pela RIPSA (Rede Interagencial de Informações para a Saúde).

Fontes

  • Óbitos. Microdados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), obtidos no Portal de Dados Abertos do Ministério da Saúde.
  • População. Estimativas e projeções populacionais do IBGE, revisão 2024, por unidade da federação, sexo e faixa etária. São o denominador de todas as taxas.
  • Cobertura do SIM. Indicador DEM.4.02 da RIPSA, que estima a proporção dos óbitos ocorridos que foram efetivamente registrados no sistema. Publicado até 2023.
  • Agrupamento de causas. Segue as fichas de qualificação da RIPSA: MRT.3.01 (grupos de causas), MRT.4.01 a MRT.4.04 (causas externas por tipo e meio da agressão), MRT.5.02 (neoplasias malignas) e MRT.5.04 (doenças do aparelho circulatório).

Como as taxas são calculadas

A taxa bruta é a razão entre óbitos e população, por 100 mil habitantes. Ela depende da estrutura etária: um estado mais envelhecido tende a ter taxa bruta maior mesmo com risco individual igual.

Para permitir comparações entre estados e ao longo do tempo, o painel calcula também a taxa padronizada por idade, pelo método direto, conforme a Nota Técnica nº 51/2025-CGIAE do Ministério da Saúde: as taxas específicas de 18 faixas etárias são aplicadas a uma população-padrão única, a do Brasil em 2022. As duas taxas aparecem sempre lado a lado.

Os anos de 2020, 2021 e 2022 são destacados nos gráficos por causa da mortalidade atípica provocada pela pandemia de COVID-19.

Limitações

  • Início da série em 2000. Os dados do SIM codificados pela CID-10 existem desde 1996, mas as projeções do IBGE usadas como denominador começam em 2000.
  • Dados preliminares. Os óbitos de 2025 ainda são preliminares (Portaria MS nº 116/2009) e serão consolidados ao longo de 2026; 2024 já está consolidado. Os anos preliminares recebem indicação visual no painel.
  • Sub-registro não corrigido. As taxas refletem os óbitos registrados, sem correção. Como a cobertura do SIM é publicada até 2023, os dois últimos anos seguem sem essa referência.
  • Detalhamento. Apenas unidades da federação, grandes grupos de causas (com segundo nível onde a RIPSA o normatiza: neoplasias, cardiovasculares e causas externas) e dados anuais.
  • Sexo. O SIM registra masculino, feminino e ignorado. A categoria "Todos" soma os três; os óbitos com sexo ignorado (menos de 0,1% do total) não aparecem nas visões por sexo, mas entram em todas as taxas totais.
2024

Cobertura do SIM

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Fonte: SIM/DATASUS · IBGENotas técnicas e metodologia
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Como citar

ABNT

ZANCHETTA JR., Celso; WEISE, Franklin; VELOSO, Pedro. Causa Mortis: mortalidade no Brasil, causa por causa. Versão 1.0. São Paulo, 2026. Painel interativo. Disponível em: https://causamortis.net. Acesso em: 14 set. 2026.

Ao citar um gráfico ou tabela específica, indique também a visão, os filtros usados e a data de acesso, já que os dados de anos preliminares mudam. Os dados tratados podem ser citados a partir da página Dados; os microdados originais devem ser atribuídos ao Ministério da Saúde (SIM/DATASUS) e ao IBGE.

BibTeX

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